Ônibus a hidrogênio em São Paulo já é realidade


A previsão é que sejam construídos mais quatro ônibus dentro do projeto

A previsão é que sejam construídos mais quatro ônibus dentro do projeto

Por fora, parece um ônibus como qualquer outro. Tem 12 metros de comprimento, capacidade para 63 passageiros e ar-condicionado. Mas de seu escapamento sairá apenas vapor d’água. Trata-se do primeiro ônibus brasileiro movido a hidrogênio que circulará numa linha convencional urbana. O coletivo percorrerá a linha Jabaquara – São Mateus entre as zonas sul e leste de São Paulo, passando pelos municípios de São Bernardo, Diadema, Santo André e Mauá, na zona metropolitana da capital paulista. Serão 33 quilômetros de trajeto livres de fumaça.

A apresentação do veículo estava prevista para hoje, 1 de julho, às dez da manhã, na sede da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) em São Bernardo do Campo. É o primeiro dos quatro que deverão ser entregues até abril de 2010. Estão sendo fabricados no Brasil com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente, agência ligada ao Banco Mundial que patrocina iniciativas de desenvolvimento sustentável em vários países.

A ideia inicial era importar os veículos. Como o Brasil tem tradição na construção de carrocerias e é hoje o maior produtor de ônibus do mundo (44.111 unidades em 2008, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a montagem foi transferida para a região metropolitana de São Paulo. Com a iniciativa, o Brasil passa a fazer parte de um seleto grupo. Poucos países têm hoje tecnologia e capacidade para fabricar coletivos movidos a hidrogênio. Na Alemanha, dois ônibus começaram este ano a ser usado para transporte público entre as cidades de Herten e Bottrop. Na India, a agência espacial desenvolveu células de hidrogênio para motores da empresa Tata.

Doenças relacionadas à poluição atmosférica matam de 2,5 milhões a 4 milhões de pessoas no mundo, segundo estimativa do Banco Mundial. No Brasil, a sujeira do ar custa pelo menos US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,1 bilhões) aos cofres públicos a cada ano, principalmente em tratamentos de saúde. O maior gasto acontece em São Paulo (R$ 600 milhões) , seguido por Rio de Janeiro (R$ 500 milhões), Porto Alegre (R$ 360 milhões), Belo Horizonte (R$ 300 milhões) e Curitiba (R$ 280 milhões), aponta um estudo do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Universidade de São Paulo.

O hidrogênio é uma alternativa real para os prejuízos causados pelos derivados de petróleo ao ambiente e à saúde da população. Nesse sistema, o motor a combustão dá lugar a um motor elétrico. O hidrogênio gasoso armazenado em um tanque é enviado a uma célula de combustível, que nada mais é do que uma bateria, e transformado em corrente elétrica. A energia resultante também pode ser armazenada em bateriais específicas. O ônibus brasileiro tem uma autonomia de 300 quilômetros. Como todo veículo a hidrogênio, apresenta ainda outra vantagem: quase não emite ruído.

Fonte: Terra

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2 Respostas

  1. parce que estamos chegando ao futuro, parabens BRASIL

  2. parece que estamos chegando ao futuro, parabens BRASIL

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